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Dra. Marignês Dutra desmistifica a halitose.

A cirurgiã-dentista Dra. Marignês Theotonio S. Dutra é Mestre em Clínica Odontológica Integrada e atua na clínica Teotônio e Dutra em São José do Campos. Presença constante em palestras e cursos sobre halitose. Hoje, ela é nossa entrevistada para falar um pouco sobre o assunto.

TUNG – É comum identificar casos de halitose em pacientes que vem ao seu consultório para consultas de rotina ou limpeza de dentes?

Dra. Marignês – Sim. No momento da avaliação na cavidade bucal, existem alguns sinais que são característicos de pacientes que podem desenvolver vários eventos como halitose, disgeusia (boca amarga), xerostomia (boca seca ), que chamamos de queixas sensoriais bucais. Devemos estar atentos a esses sinais.

TUNG – Ao identificar um paciente que sofre de halitose e não tem consciência disso, qual sua abordagem? Direta ou indireta?

Dra. Marignês – A abordagem deve ser igual a qualquer outro evento que seja da nossa competência tratar. Quando um paciente tem problemas gengivais, cáries dentárias, falhas de dentes, ou problemas estéticos, somos diretos em dizer-lhe o que ele tem e orientá-lo ao tratamento adequado, com a halitose não deve ser diferente.

TUNG – Na sua experiência clínica como especialista, qual a causa mais frequente da halitose?

Dra. Marignês – Retirando processos infecciosos agudos e/ou pós cirúrgicos, e deficiência de higiene bucal, a causa mais frequente da halitose é a saburra lingual, mas há de se considerar que o paciente com queixas sensoriais bucais e halitose, sempre terá alguma questão de deficiência no auto cuidado ( que vai muito além da higiene bucal). O reflexo mais visível dessa deficiência é a alteração quantitativa e qualitativa da saliva, que que pode se dizer, é uma das principais causas da halitose, pois favorece a atividade bacteriana bucal, formação de biofilme lingual (saburra) e redução das funções antibacteriana e de auto limpeza.  Minha linha de tratamento é o acolhimento.

TUNG – Escovar os dentes várias vezes ao dia com uma escova macia, passar fio dental, usar escovas interdentais e fazer a limpeza com a escova e o gel da TUNG fazem parte da higiene oral completa que ajuda a evitar halitose. Na sua visão, os pacientes costumam levar a higiene oral a sério e a encaram com sua devida importância? Ou, mesmo num mundo com tanta informação disponível, esses cuidados ainda fazem parte da realidade de poucas pessoas?

Dra. Marignês – Todos os pacientes dizem conhecer técnicas de escovação. O acesso à informação, leva o público ao alcance de excelentes produtos como as escovas e gel da TUNG. Talvez a questão de levar ou não a sério o auto cuidado esteja mais na falta de motivação do que efetivamente no acesso aos produtos. Quando o paciente entende o que está fazendo e porque está fazendo, passa a levar a sério o auto-cuidado, e é nessa hora que entram os produtos de qualidade como auxiliares na gestão da saúde.

TUNG – Normalmente a halitose não é percebida pelos portadores do distúrbio, mas chega a provocar repulsa nas pessoas que se relacionam com eles. Diante disso, como os amigos e familiares podem ajudar quem sofre de halitose? Alguma sugestão de abordagem?

Dra. Marignês – O constrangimento de se falar sobre halitose, está no fato de relacionarmos cheiro ruim com falta de higiene. Mas nem sempre essa afirmativa está correta quando falamos em alteração do hálito. É preciso  desmistificar a abordagem ao portador de Halitose. Todas as pessoas que merecem seu apreço, seja um familiar, um amigo ou mesmo um colega de trabalho, devem ser alertadas, caso o hálito esteja alterado, pois isso pode significar um desequilíbrio no organismo, cujas causas podem ser locais e/ou sistêmicas. E , na maioria das vezes , o portador não consegue dimensionar o odor exalado. Quem avisa amigo é! 🙂  Uma abordagem delicada pode e deve ser feita sempre! Mas, se você se sentir constrangido para falar sobre essa assunto com seu amigo, a Associação Brasileira de Halitose faz isso por vc. No site www.abha.org.br vc irá encontrar um link para SOS MAU HÁLITO. Não precisa se identificar, basta fornecer o nome e o endereço eletrônico do seu amigo que a ABHA entra em contato com ele de uma forma muito delicada. Acesse o site e confira!

TUNG – Por outro lado, existem pessoas que não tem mau hálito mas acreditam que sofrem do problema. São os casos chamados de “halitose psicogênica”. No seu consultório, já surgiram casos assim?

Dra. Marignês – Existem algumas sensações, que por desconhecimento, os pacientes traduzem por “halitose”. É o caso , por exemplo, da boca amarga. Eu prefiro classificar como Halitose Subjetiva, pois é uma queixa real, traduzida como Halitose e pode ser tratada no consultório. A Halitose Subjetiva é associada às queixas sensoriais bucais , como xerostomia (boca seca), disgeusia (boca amarga), ardência ( queimação bucal). Essas queixas são bastante frequentes e passíveis de tratamento. Podem ou não estarem relacionadas com a presença da halitose, e podem ser tratadas como imaginárias por desconhecimento. É importante destacar que o impacto na qualidade de vida do paciente é o mesmo do portador de Halitose Objetiva, por isso deve receber a mesma atenção.

TUNG – Estudos já demonstraram que a principal região anatômica responsável pelo mau hálito é a área posterior da língua, no fundo da cavidade oral. Que tipo de limpeza nessa área é recomendado?

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Dra. Marignês T. Dutra, da clínica Teotônio e Dutra em São José do Campos.

Dra. Marignês – O uso de escovas linguais  como as da TUNG, são essenciais para uma remoção adequada da placa bacteriana aderida na superfície lingual ( saburrra lingual). Essa limpeza é ainda mais completa quando associada ao gel higienizador. A forma adequada de se remover a saburra é utilizando uma gaze para segurar a ponta da língua e tracioná-la delicadamente até que se visiualize a sua extensão toda. Passar a escova TUNG com pouca quantidade do gel TUNG em movimentos suaves trazendo o resíduo do fundo para a ponta da lingua. Faça esse procedimento várias vezes até perceber que todo o biofilme foi removido.

TUNG – Por que tantas pessoas atribuem o mau hálito a problemas estomacais, quando na maioria das vezes as causas estão na boca?

Dra. Marignês – Devido a fatores metabólicos, o estômago vazio pode gerar halitose, o que chamamos de Halitose Dietária ( ou da dieta), ou , ainda, Halitose da Manhã. Existem algumas patologias gástricas que podem levar a alteração do hálito, mas correspondem a uma pequena porcentagem das causas.

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