fbpx

A importância do sono é maior do que muitos sonham.

Nada como uma noite bem dormida. Esse é um ditado popular bastante sábio e que traz consigo fundamentos científicos, já que o sono é crucial para a nossa saúde mental e física.

Usando uma analogia de computador, podemos dizer que ao dormir o nosso cérebro permanece ativo e dá início a um processo de edição, decidindo quais memórias ficarão preservadas e quais serão deletadas.

Em uma noite de sono, normalmente repetimos quatro ou cinco vezes um ciclo com várias etapas, cada uma com características e funções particulares, como se fosse uma viagem a um universo paralelo. É quando entramos no mundo dos sonhos que podem ser algumas vezes absolutamente realistas em detalhes ou completamente ricos em fantasia.

Se em 2017 o prêmio Nobel de Medicina foi concedido a três cientistas que, nos anos 1980 e 90, identificaram o relógio molecular no interior das células que nos ajuda a manter a sincronia com o sol, há pesquisas ainda mais recentes que mostram que, quando esse ritmo circadiano se desorganiza, existe um considerável risco de ocorrência de diabetes, doenças cardíacas e demência.

O sono é uma jornada rica que traz consigo uma característica fundamental da biologia humana: a adaptação à vida na Terra. Um planeta que gira em torno do próprio eixo, numa sequência constante de dias e noites.

No entanto, para muitas pessoas o sono é visto como uma interrupção da vida. Um momento que poderia ser usado para ser mais produtivos ou para se divertir. O inventor das lâmpadas elétricas, Thomas Edison, dizia que “o sono é uma insensatez, um hábito deplorável”.

Curiosamente essa percepção em relação ao uso do tempo é verificada em outros aspectos da saúde. Muitos negligenciam o valor de cuidar da higiene oral em função de outras atividades.

E pensa bem: o que são dez ou quinze minutos, pelo menos 2 vezes ao dia, num período de 24 horas?

Assim como a privação do sono, a falta de cuidados com a boca e as outras partes do corpo também produz consequências no médio e longo prazo.

A nossa sociedade agitada e iluminada vive num ritmo intenso e, muitas vezes, esquece que o corpo e os neurônios possuem mecanismos que precisam ser respeitados.

O sono e o Alzheimer.

Existem estudos que mostram que o sono pode influenciar o desenvolvimento ou a progressão do Alzheimer de várias maneiras.

Segundo Barbara Bendlin, professora na Universidade de Wisconsin, o sono pode ser um fator de risco modificável para a doença de Alzheimer nos primeiros estágios da doença, antes que apareçam os sintomas.

Da mesma forma, a dificuldade para pegar no sono e passar a noite acordado podem ser sintomas do mal de Alzheimer, porque a doença causa a atrofia da parte do cérebro que controla a temperatura do corpo e a produção de melatonina, hormônio que nos ajuda a dormir, o que estabelece uma ligação direta entre Alzheimer e sono. Em especial as pessoas com mais de 70 precisam ficar atentas às alterações no sono, porque cerca de 20% das pessoas que têm Alzheimer estão nessa faixa etária. Entretanto, é bom lembrar que sono e Alzheimer não estão sempre ligados, porque existem outros fatores que também podem dificultar dormir.

Então, quantas horas preciso dormir?

Dormir bem (link para o próximo artigo) é fundamental. Mas, segundo um painel de especialistas da National Sleep Foundation, um instituto de pesquisa sem fins lucrativos dos Estados Unidos com sede em Arlington (Virgínia), o tempo de descanso varia de acordo com cada faixa etária. As recomendações são:

  • Recém-nascidos (0-3 meses): o ideal é dormir entre 14 a 17 horas por dia, embora também seja aceitável um período entre 11 a 13 horas.
  • Bebês (4-11 meses): recomenda-se que o sono dure entre 12 e 15 horas. Também é aceitável um período entre 11 e 13 horas, mas não mais do que 16 ou 18 horas.
  • Crianças pequenas (1-2): não é aconselhável dormir menos de 9 horas ou mais de 15 ou 16 hora.
  • Crianças em idade pré-escolar (3-5): 10-13 horas é o mais apropriado.
  • Crianças em idade escolar (6-13): entre 9 e 11 horas.
  • Adolescentes (14-17): em torno de 10 horas por dia.
  • Adultos jovens (18-25): 7-9 horas por dia. Não devem dormir menos de 6 horas ou mais do que 10 ou 11 horas.
  • Adultos (26-64): o ideal é dormir entre 7 e 9 horas.
  • Idosos (65 anos ou mais): 7 a 8 horas por dia.

Se puder, leia novamente este texto antes de dormir.

Sabe-se que o cérebro tem uma capacidade maior de armazenar tudo aquilo que entramos em contato antes de dormir. Por isso, sugerimos que você leia esse artigo ao deitar, assim você não esquecerá tão fácil o quanto o sono é importante para sua saúde e sua vida =)

Deixe uma resposta

Tema: Baskerville 2 por Anders Noren

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: