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Mutação genética e mau hálito.

Sabia que, embora a maioria dos problemas de halitose seja causada pelo crescimento de bactérias na boca, alguns casos podem estar associados a uma mutação genética, independentemente da boa qualidade de higiene oral?

Trata-se da proteína ligadora de selênio 1, também conhecida como SELENBP1,  que tem capacidade de converter o metanotiol em outras substâncias do corpo. Para quem não sabe, o metanotiol é um composto à base de enxofre normalmente produzido durante a digestão e que, ao ser decomposto no corpo, tem um odor desagradável semelhante ao do repolho podre.

Os cientistas mostraram que uma mutação genética do SELENBP1 pode causar altos níveis de metanotiol e sulfeto de dimetila no sangue. Assim, quando o sangue chega aos pulmões, esses compostos sulfurados fétidos passam a ser exalados na respiração.

Essas descobertas foram confirmadas em estudos de camundongos com mutações do gene SELENBP1 (dá para imaginar a dificuldade de sentir o hálito dos bichinhos?)

Se meu pai ou mãe tem halitose, vou sofrer disso também?

Calma, calma. A maioria desses estudos ainda está em andamento e, embora exista uma ligação confirmada entre a mutação do gene e a halitose, as probabilidades hereditárias ainda não foram estabelecidas. Assim como não foi descoberto nenhum tratamento para reverter ou corrigir essa mutação extremamente rara.

Por isso, se você suspeita que sofre de um caso de halitose hereditárias, a melhor coisa que você pode fazer é manter uma dieta saudável, praticar exercícios e ter excelentes hábitos de higiene oral.

Além disso, é claro, continue fazendo as visitas regulares ao cirurgião-dentista para monitorar sua saúde oral. 

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