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Como fugir das fake news.

Existem duas questões sérias em relação a fake news ou notícias falsas:

  1. Elas se espalham rapidamente levando mentiras para muitas pessoas, criando ciclos de desinformação e consequências imprevistas. 
  2. Quando compartilhamos essas notícias sem saber de sua inveracidade, passamos vergonha diante de amigos, familiares, grupos de WhatsApp e redes sociais.

Por tudo isso e muito mais, devemos estar atentos e não acreditar em notícias enganosas que, muitas vezes, são criadas com objetivos específicos para alguém ou algum grupo levar vantagem.

As “fake news”, por exemplo, tiveram um importante papel em diversas eleições, porque levaram eleitores a acreditar em notícias sobre eventos ou depoimentos que nunca existiram.

Manipular a verdade é a grande especialidade dos criadores de notícias falsas, que podem ser encontradas em blogs, redes sociais e até em veículos de credibilidade duvidosa.

As “fake news” sempre existiram. Não são uma exclusividade dos tempos atuais. O nome antigo era “boato”, a mentira que passava de boca em boca e assim ganhava força. 

A forma moderna como as “fake news” se propagam é com uma velocidade muito maior, porque são favorecidas por recursos tecnológicos, algoritmos, redes sociais e robozinhos em sua disseminação. 

Infelizmente, segundo uma pesquisa feita pelo instituto Ipsos, os brasileiros são um dos povos mais suscetíveis a acreditar em fake news: 62% dos entrevistados disseram ter acreditado em informações falsas. 

A dificuldade de identificar notícias falsas acontece também em países com melhores índices de escolaridade. Por isso, todo mundo precisa estar atento sempre, já que os criadores de fake news também aperfeiçoam suas estratégias.

Como identificar (e não compartilhar) fake news.

Para descobrir se a informação que você recebe nas redes sociais ou pelo WhatsApp é verdadeira, siga as dicas abaixo que extraímos integralmente do Estadão – elas foram preparadas por Cristina, da Agência Lupa, Tai, da Aos Fatos, e Angie Holan, editora do site de checagem americano Politifact.

1) Não leia só o título

Uma estratégia muito utilizada pelos criadores de conteúdo falso na internet é apelar para títulos bombásticos. Ler o texto completo é um passo básico para evitar compartilhar fake news. “Às vezes, um título é provocativo, mas ele não necessariamente está sendo honesto com a própria reportagem”, indica Cristina. “Os títulos são feitos para chamar a atenção. Então, você precisa ler o que está escrito para ver se o título se confirma no texto.”

2) Verifique o autor

Ver quem escreveu determinado texto é importante para dar credibilidade ao que está sendo veiculado. “Na checagem de fatos, ver o autor é interessante. A notícia foi assinada por alguém que você nunca viu na vida?”, questiona Cristina. Para Tai, se a matéria é assinada por um repórter, o site demonstra responsabilidade pela qualidade da informação.

3) Veja se conhece o site

Não deixe de olhar a página onde está a notícia. Navegar mais no site ajuda a analisar sua credibilidade. “Investigar que página é essa, ir lá no ‘Quem somos’ e saber se dá para ligar para essa redação e falar com um responsável é fundamental”, afirma Cristina. Na mesma linha de pensamento, Tai acredita que procurar pelo expediente do site e tentar achar o básico sobre a hierarquia da empresa são dicas valiosas. “É preciso saber quem é o responsável legal pelas publicações.” Também vale checar o endereço do site. Segundo Cristina, algumas páginas tentam simular o endereço de um veículo importante, alterando apenas uma letra, um número ou um símbolo gráfico.

4) Observe se o texto contém erros ortográficos

As reportagens jornalísticas prezam pelo bom vocabulário e pelo uso correto das normas gramaticais. Por outro lado, os sites com notícias falsas ou mensagens divulgadas pelo WhatsApp tendem a apresentar uma escrita fora do padrão, com erros de português ou quantidade exagerada de adjetivos. “Os manuais sérios dos grandes jornais orientam o jornalista a não adjetivar quando fizer uma reportagem”, explica Tai. “Se você está diante de um site de notícias falsas, já tem adjetivo no título. Existe uma linguagem que é muito particular do jornalista que não é utilizada em um site de notícia falsa.”

5) Olhe a data de publicação

Identifique quando a notícia foi publicada. Muitas vezes, o texto está simplesmente fora de contexto. “Cansei de ver notícia falsa que na verdade não é falsa, só é velha”, conta Cristina.

6) Saia da bolha da rede social

Para estar bem informado, o eleitor deve ler e acompanhar o noticiário não somente nas redes sociais. “Ele deve fazer um esforço para estar mais informado, encontrando uma nova fonte na qual ele confia e que tenha um bom histórico”, recomenda Angie. “Não espere apenas que as notícias cheguem até você porque você pode ter uma imagem muito distorcida do que está acontecendo.”

7) Tome cuidado com o sensacionalismo

As fake news tendem a conter palavras ou frases que despertam emoções ou mexem com as crenças das pessoas, atingindo um maior potencial de divulgação e compartilhamento nas redes sociais. “Se tiver uma manchete, uma foto, um meme ou um vídeo que comova você, ou que fale diretamente com aquilo que acredita, duvide, porque pode ter sido feito para isso”, avalia Cristina.

Pratique o senso crítico e tire dúvidas com quem sabe.

Se você tiver dúvidas sobre textos, áudios, fotos ou vídeos suspeitos, nossa sugestão é consultar o Estadão Verifica. Um canal para receber rumores dos leitores e checar os que estiverem circulando com mais frequência. O número para contato é (11) 99263-7900.

Agora, se tiver qualquer dúvida sobre alguma notícia sobre saúde oral e halitose, escreva para nós no email marketing@ehmimport.com.br. O nosso time e nosso consultor científico poderão verificar a veracidade do conteúdo.

 

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