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Tio Gui fala sobre prevenção e saúde oral.

Prevenção é o melhor caminho para a saúde oral. E nada melhor do que começá-la desde a infância, quando surgem os primeiros dentinhos. Para falar sobre esse tema, fizemos uma entrevista com o Dr. Guilherme Buchele Vieira,  odontopediatra graduado pela UFPR, com especialização FOB – USP. Também conhecido como “Tio Gui“,  fora do consultório ele também atua com prevenção em jardins de infância e atende os estudantes da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. 

EHM – Quando começou a sua paixão por Odontopediatria?

Tio Gui – Antes mesmo de escolher o curso que faria na universidade já me imaginava trabalhando com crianças, pois conseguia interagir facilmente com elas. E ao entrar em Odontologia sempre me direcionei para Odontopediatria. Nas outras matérias pedia ajuda dos colegas e na Odontopediatria eles pediam a minha.

EHM – Quais são as principais motivações que levam as crianças a criarem o hábito da higiene oral?

Tio Gui – Desde pequenas é importante estimular as crianças para o hábito da higiene oral de uma forma prazerosa, divertida e criativa; usando músicas, historinhas, escovas coloridas e com personagens que as levem à conscientização dos cuidados necessários.

EHM – Até onde o exemplo dos pais é importante para a saúde oral dos pequenos?

Tio Gui – É muito importante o exemplo dos pais, por isso é passado para eles que sempre que realizem a sua higiene bucal deixem as crianças por perto, para elas verem que é um hábito realizado diariamente e que faz bem.

EHM – Pais também precisam ser estimulados para cuidar da higiene oral dos filhos? Tem alguma dica?

Tio Gui – Sim, a participação dos pais é fundamental nos primeiros anos de vida. Por ocasião da consulta junto ao Odontopediatra, os pais recebem todas as orientações e esclarecimentos necessários acerca do nascimento dos dentes de leite e troca pelos dentes permanentes, como realizar a higiene oral da forma correta, até quando ajudar, sem falar nos cuidados de uma dieta adequada, hábitos de sucção e, ainda, quanto a necessidade do uso aparelho ou não.

EHM – As crianças ainda comem tanto doce como antigamente ou já existe uma consciência maior dos pais em regular o consumo?

Tio Gui – Considero que ainda existe a “cultura doce”. O carinho e amor muitas vezes vêm acompanhado de um doce. É o Papai Noel no shopping, a lembrança de aniversário, a hora de cortar o cabelo ou tomar vacina. São momentos em que geralmente as crianças ganham guloseimas. No entanto, hoje observamos os pais mais preocupados. Eles não querem que os filhos passem pelo que passaram, por isso cuidam mais, principalmente com a frequência com que as crianças ingerem os doces.

EHM – É comum encontrar crianças com problemas de halitose?

Tio Gui – Às vezes somos procurados pelos pais justamente porque as crianças apresentam halitose e, nesta oportunidade, é conveniente avaliar se a halitose está relacionada à má higiene oral, cáries extensas, problemas na gengiva ou de desordem sistêmica (nessa situação  recomendamos consultar um médico).

EHM – Em relação às gengivas, quais os problemas mais comuns na infância?

Tio Gui – Nas crianças encontramos com frequência a gengivite (inflamação da gengiva), que tem como característica o sangramento ao escovar ou passar o fio dental. Isso ocorre devido à grande presença de placa bacteriana na superfície do dente. Esta placa surge com a higienização incorreta ou falta dela.

EHM – Você faz um trabalho de prevenção com jardins de infância e atende os estudantes da escola do teatro Bolshoi no Brasil. Qual é seu desafio com esses públicos?

Tio Gui – O maior desafio está inicialmente em estabelecer uma relação de confiança com a criança ou o adolescente. Depois de estabelecido este vínculo, o tratamento ou prevenção flui de uma forma harmônica. Hoje posso dizer que brinco mais do que trabalho. É muito gratificante conquistar o sorriso deste público e acompanhar o crescimento deles até a fase adulta.

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